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Com o dólar nesse sobe e desce sem fim a cada dia que passa (ultimamente mais subindo do que descendo), quem está com viagem marcada ou planejando viajar em algum momento próximo, começa a se desesperar. Não é para menos, a cotação vem chegando a níveis intoleráveis.

Por isso mesmo, pensei em reunir aqui algumas dicas simples para que todo mundo possa planejar a viagem e evitar maiores prejuízos nesse processo e na compra de dólares.

1. Compre dólar aos poucos

Eu sou muito pão-duro e sempre fico esperando o melhor momento para comprar dólares. Confesso que já me ferrei bonito nessa, tendo que comprar moeda de última hora pra poder viajar. O grande problema é que no cenário de instabilidade econômica que estamos vivendo, o melhor momento não existe e a gente vai ficar sempre se perguntando “será que compro dólar agora e depois me ferro se cair a cotação ou espero mais um pouco com a chance de me dar mal caso o dólar fique mais caro?”.

Pra evitar isso, aprendi que temos que brincar com a estatística e ir comprando aos poucos. Assim, se a cotação sobe, pelo menos já comprei uma parte em um dólar mais barato e do contrário, se o dólar cai, o valor médio que terei comprado todo o dólar no final também vai ser melhor.

É a matemática, que odiávamos tanto nos tempos de colégio, aliviando nossa consciência. Se você é desses que mesmo depois de fazer sua compra vai ficar checando o preço só para se torturar se ver algo mais barato, o melhor para evitar qualquer frustração é comprar moeda aos poucos.

 

2. Muito cuidado com o seu cartão de crédito

Amigo de muitas horas, o seu cartão de crédito pode ser o seu maior inimigo em uma viagem ao exterior. Isso porque todas as compras feitas no exterior são taxadas com um IOF de 6,38%.

Ou seja, absolutamente toda a vez que você usar seu cartão de crédito nos EUA, tenha em mente que sua compra vai sair 6,38% mais cara. Isso significa que uma cotação de 4,20 do dólar custa o equivalente a 4,46 quanto a gente coloca o IOF na jogada.

Outro ponto é a flutuação do câmbio, e como isso te afeta vai depender da sua operadora de cartão. Na grande maioria dos bancos, você vai pagar a cotação do dia do pagamento da fatura e não a do dia da compra, o que pode ser um grande risco.

A cotação surpresa do fechamento do cartão traz uma insegurança, já que não é incomum a gente ver o dólar subir ou cair mais de 20 centavos em questão de dias. Por isso, comprar com um cartão que não “trava” a cotação acaba sendo o equivalente a jogar na loteria: você pode se dar muito bem (se o dólar despencar) ou se dar muito mal (se o dólar subir). Em um cenário de tanta instabilidade que vivemos, não dá para contar com sorte ou azar, né? Por isso, eu sempre prefiro minimizar as incertezas evitando usar cartão para compras internacionais nos dias de hoje.

Alguns bancos brasileiros (como o Nubank) já oferecem a opção de “travar” a cotação no dia da compra, mas ainda não são todos que oferecem isso. O Banco Central determinou que a partir de Março/2020 todos os bancos tem que oferecer essa opção para o cliente, então procure se informar com o seu banco sobre isso.

Ah! Os cartões pré pagos (muito conhecidos como VTM) e os saques no exterior também não estão livres do imposto alto. Por outro lado, pelo menos você sabe quanto pagou no dólar nesses casos, mas eu ainda acho que outras alternativas são melhores para levar seu dinheiro e economizar, como o próprio dólar em espécie.

Ao comprar dólares em espécie, eu recomendo sempre fazer uma pesquisa extensa entre casas de câmbio já que a cotação pode variar muito entre elas. Nunca compre na primeira casa que encontrar. Aliás, eu sempre jogo uma casa de câmbio contra a outra para barganhar, tipo “A casa X está me oferecendo o dólar mais barato”, mas só faça isso quando realmente for verdade, tá? Porque eles pedem os dados pra checar.

 

3. Cuidado com os sites de reservas online (hotéis, ingressos etc)

Dica de ouro para quem vai usar sites de reserva em sites gringos de hotéis e ingressos: sempre, sempre, sempre verifique com eles se há taxas adicionais e em qual moeda será feita a transação.

Falo isso pois um tempo atrás descobri uma prática muito comum entre sites de hotel (no meu caso foi com o hoteis.com): ao comprar à vista, o site vai usar uma empresa americana para fazer sua reserva, por isso, ainda que você esteja pagando em reais, o governo brasileiro e consequentemente o seu banco, vai entender que esse dinheiro está sendo gasto no exterior e então vai cobrar o IOF em cima.

Eles fazem isso pois utilizando uma empresa estrangeira, não há necessidade de circular dinheiro no Brasil e então evitam pagar imposto por aqui.

Até mesmo na compra de ingressos online (inclusive no próprio site oficial da Disney) é preciso ficar esperto e entender direitinho as condições de compra. Digo isso porque o site da Disney mesmo estando todo em português irá cobrar os ingressos do seu cartão em dólares, ou seja, ainda vai incidir o valor de 6,38% a mais na compra que você não vai ver no site, mas que vai aparecer de surpresa no seu cartão de crédito.

Além disso, eles exemplificam a transação em reais com a cotação do dólar comercial, sendo que o seu cartão de crédito vai cobrar o dólar turismo, que é muito mais alto. Ou seja, você está fazendo a compra achando que vai pagar X, mas no final vai pagar X + 6,38% de IOF + a diferença da cotação.

A única maneira que garantimos que não teremos IOF sobre a compra é questionar sobre este tipo de taxas com o canal de venda pra entender se vai ser em reais mesmo (sem IOF) ou em dólares. No caso das reservas de hotéis onde existe a opção de parcelamento, sempre parcele. Como nos EUA essa modalidade de pagamento não existe para compras simples como hotéis e passagens aéreas, esses sites têm que usar uma empresa brasileira para cobrar e com isso, o governo e o banco entendem que este dinheiro está sendo gasto no Brasil, portanto, o banco não cobra o imposto da gente, só da empresa.

A dica é sempre pesquisar e questionar. Quando você tiver encontrado uma cotação boa em um site que gosta e confia para comprar, verifique todas as taxas envolvidas antes de bater o martelo para evitar custos escondidos.

A gente sempre deixa claro que os ingressos, hotéis e cruzeiros que vendemos na 3,2,1 Go! Travel são cobrados em real, e por isso não incide o IOF alto de 6,38% 🙂

 

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